Doenças inflamatórias intestinais crescem 427% no Brasil em 13 anos

Um estudo apresentado no 74º Congresso Brasileiro de Coloproctologia, realizado em Balneário Camboriú, Santa Catarina, aponta um crescimento expressivo das doenças inflamatórias intestinais no Brasil.

Segundo o levantamento, a prevalência dessas enfermidades passou de 30 para 158 casos por 100 mil habitantes entre 2012 e 2025, representando uma alta de 427% no período analisado.

Os pesquisadores identificaram 337.539 pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desse total, aproximadamente 207 mil foram diagnosticados com retocolite ulcerativa, 99 mil com doença de Crohn e 30 mil com colite indeterminada.

As doenças inflamatórias intestinais provocam inflamações crônicas no sistema digestivo. A retocolite ulcerativa atinge principalmente o reto e o intestino grosso, enquanto a doença de Crohn pode comprometer qualquer parte do trato digestivo, da boca ao ânus.

Diarreia persistente, dores abdominais, urgência para evacuar, perda de peso e cansaço estão entre os principais sintomas. Em situações mais graves, as doenças podem provocar estreitamentos, fístulas e aumentar o risco de câncer colorretal.

O estudo utilizou informações do DataSUS e não incluiu pacientes atendidos exclusivamente pela rede privada, o que pode significar uma subestimação da prevalência no país. O trabalho ainda aguarda revisão por pares.

Para os pesquisadores, o crescimento pode estar relacionado tanto a um aumento real dos casos quanto à ampliação do acesso ao diagnóstico e ao maior conhecimento dos profissionais de saúde sobre essas doenças.

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