Um estudo publicado na revista científica Sustainable Development propõe um cenário que promete provocar muita discussão: reduzir gradualmente a população mundial para cerca de 4 bilhões de pessoas até 2200, como uma possível estratégia para diminuir a pressão sobre o planeta e os recursos naturais.
A proposta do pesquisador Mark Keegan, apresentada em 2026, prevê reduzir a taxa global de fecundidade para aproximadamente 1,75 filho por mulher até 2050 e mantê-la nesse nível. Segundo o modelo, a população poderia começar a cair cerca de 0,6% ao ano depois de 2050, saindo de aproximadamente 9,7 bilhões e chegando perto dos 4 bilhões em 2200.
Os pesquisadores defendem que uma população menor, associada à redução do impacto ambiental por pessoa, poderia contribuir para diminuir emissões de CO₂, recuperar habitats, proteger a biodiversidade, reduzir a poluição e a pressão sobre recursos naturais. A proposta seria baseada em medidas não coercitivas, como educação, acesso a contraceptivos e liberdade de escolha sobre ter ou não filhos.
Mas existe uma grande controvérsia: o estudo não significa que a ciência tenha concluído que a Terra só pode sustentar 4 bilhões de pessoas. Trata-se de uma modelagem específica, de longo prazo e sujeita a muitas incertezas. As projeções da ONU, por exemplo, apontam para cerca de 9,7 bilhões de habitantes em 2050, antes de uma possível estabilização e posterior redução.
A proposta levanta uma questão que promete dividir opiniões: para preservar o planeta, precisamos de menos pessoas ou precisamos mudar radicalmente a maneira como produzimos, consumimos e utilizamos os recursos naturais? O estudo coloca essa possibilidade na mesa — e agora o debate está aberto.
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