O papel dos homens no combate ao feminicídio ganha força com posição de Romeu Aldigueri

A violência contra a mulher segue como uma das mais graves violações de direitos humanos no Brasil, tendo no feminicídio sua expressão mais extrema. Em 2025, o país registrou 1.568 mulheres assassinadas, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No Ceará, foram 47 vidas interrompidas, números que reforçam a urgência de ações efetivas para enfrentar essa realidade.

Dentro desse cenário, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), deputado Romeu Aldigueri (PSB), tem destacado a necessidade de envolver diretamente os homens na luta contra a violência de gênero. Para ele, o enfrentamento ao feminicídio não pode ser tratado como uma pauta isolada, mas como uma responsabilidade coletiva e civilizatória.

“Não podemos assistir a tantas tragédias e não entender que é uma questão que envolve todos os cidadãos. É inaceitável nos acostumarmos com a morte de filhas, esposas, sobrinhas, mães e tantas outras histórias que foram interrompidas de forma brutal. Nós, homens, precisamos reconhecer nosso papel, já que, na maioria dos casos, a agressão parte da gente”, afirmou.

Romeu Aldigueri ressalta que aqueles que ocupam cargos de poder e influência têm responsabilidade ainda maior na condução de mudanças concretas. Segundo o parlamentar, o papel do Legislativo vai além da criação de leis, exigindo atuação firme na fiscalização, na promoção de políticas públicas e na construção de uma comunicação clara de repúdio à violência.

“O Poder Legislativo tem papel fundamental nesse enfrentamento. Não basta apenas aprovar leis, é preciso garantir que elas sejam efetivas. Cada homem público tem o dever de agir diferente, de se posicionar e de contribuir para transformar essa realidade”, destacou.

O parlamentar também defende que o combate ao feminicídio passa pela mudança de comportamento e pela desconstrução de padrões culturais que ainda naturalizam a violência contra a mulher. Para ele, é essencial que os homens deixem de ser espectadores e assumam protagonismo na quebra desse ciclo.

A posição de Romeu Aldigueri reforça a importância de uma atuação conjunta entre poder público e sociedade, com foco não apenas na punição, mas principalmente na prevenção e na transformação social necessária para evitar novas tragédias.

Fonte: Alece

Veja também